quinta-feira, 30 de abril de 2020

Paisagem na Janela


       Este texto é parte dos trabalhos da aula de comunicação do meu curso de Gestão Empresarial na Fatec.                                          

                                                           Pela Janela.
(Inspirada na canção Paisagem na janela, em Dom Quixote e na minha imaginação fértil)
Este texto é parte dos trabalhos da aula de comunicação do meu curso de Gestão Empresarial na Fatec.

Aconteceu aqui, mas tenho certeza que em qualquer cidade desse “Brasilzão” onde tudo acontece em volta da praça central. Praça essa que é envolta além de lindos ipês roxos e do coreto, pela prefeitura, farmácia, igreja matriz, padaria e o único banco da cidade.
Entre senhores jogando dominó, o realejo tocando aquela sinfonia mais que conhecida -que a gente assobia assim que acorda sem saber o porquê- pipoqueiros e sorveteiros, lá está ela, resoluta, irradiando pensamentos de amor e paixões. Bom nem tantas paixões assim, mas uma em especifico chamou a atenção naquela tarde de verão que antecedia uma forte chuva.
Ele chegou como todos os dias chegava, sem saber de onde nem como, sentava em frente a ela, que parecia fingir que não notava. Mas aquela tarde foi diferente e inesperada.  Do nada ele começou a bradar:
“ Como ousas, como fazes isto comigo, eu que lhe dou todo amor deste mundo, lutei bravamente contra tudo e contra todos pelo nosso amor. Como assim depois de tanto que lhe dedico, me dá as costas e me impede da sensação cálida dos teus beijos? ”
Ele parecia não crer no que ela tinha feito, e com todo esse barulho, eu que tirava minha sesta, tive de levantar e abrir a janela.  A cena, um misto de comovente e tragicômica, parou o centrinho da cidade, e até o prefeito saiu para ver o espetáculo (cidade pequena quase nunca acontece nada).
Entre gritos e tentativas de avançar contra esse amor incompreendido, ele lutou contra os guerreiros que o agarravam e tentavam afastá-lo de seu amor. E da janela eu pude perceber o prefeito, satisfeito, comentar com a sua secretária “ Ainda bem que mandei cercar a fonte, não aguento mais Cervantes em seus dias de Dom Quixote”
E a índia Ubirici, chorando seus rios de lágrimas, inerte e impotente, aquieta-se na sua fonte de lagrimas, agora cercada e protegida do único ser que é capaz de nutrir por ela sinceros sentimentos, mesmos que insanos.

 Sempre haverá saudade Não importa onde esteja, saudade  Teu sorriso, tua luz, saudade Tua voz, teu cheiro tua pele, saudade Tudo em ti me l...